Programa Ciência na Escola levou 11 mil estudantes à iniciação científica em 2018

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Por meio do Programa Ciência na Escola (PCE), desenvolvido pela Secretaria da Educação, os estudantes da rede estadual de ensino são incentivados a produzirem projetos de iniciação científica que buscam solucionar problemas identificados por eles no meio em que vivem. Tratam-se de projetos relacionados a questões como sustentabilidade, meio ambiente, tecnologia, empreendedorismo, saúde, dentre outros. Desta forma, o programa visa inovar e diversificar o currículo escolar, promovendo o acesso dos estudantes ao conhecimento científico, à cultura e à tecnologia, além de potencializar a produção e a divulgação científica. Este ano, o programa alcançou 382 escolas, em 85 municípios, beneficiando 11 mil estudantes.
Neste contexto, nas unidades de ensino são promovidas as Feiras de Ciências Escolares que se constituem na culminância das atividades desenvolvidas no Ciência na Escola, nas quais os estudantes juntamente com seus professores orientadores apresentam projetos de pesquisas de diversas áreas do conhecimento, produzidos em sala de aula. Os projetos selecionados são apresentados durante a Feira de Ciências, Empreendedorismo e Inovação da Bahia (FECIBA), que acontece anualmente, em Salvador.
Em 2018, a FECIBA integrou a programação do Encontro Internacional Virtual Educa Bahia 2018 e contou com a exposição de 404 projetos de pesquisa, dos quais 16 foram premiados com Chromebooks e credenciais para a participação dos estudantes em eventos científicos nacionais, a exemplo da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE), em São Paulo. Todos estes projetos de pesquisa, além de outros da Educação Profissional e Tecnológica, apresentados durante o Virtual Educa, estão reunidos na publicação ‘Práticas para Compartilhar’, disponível no Portal da Educação.
Entre os eventos nacionais em que os estudantes da Bahia foram destaque estão: IV Feira Nacional de Matemática, em Rio Branco, no Acre; Feira Nordestina de Ciências e Tecnologia, na cidade de Recife, em Pernambuco; Feira de Parauapebas de Ciências, Tecnologia e Inovação (FEPACT), em Parauapebas, no Pará; Prêmio Jovem Cientista, em Brasília; Prêmio do Criativos da Escola, em Fortaleza; Mostra Brasileira Ciência e Tecnologia, Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (33ª MOSTRATEC), na cidade de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul e outros.
A coordenadora do Programa Ciência na Escola, da Secretaria da Educação do Estado, Shirley Costa, destacou a atuação do programa em 2018. “Este ano marcou a história do Ciência na Escola pelo amadurecimento dos nossos jovens cientistas e consequente ampliação das oportunidades alcançadas em ambientes de popularização das Ciências. Tais conquistas se justificam pelos investimentos em formação de professores orientadores e estudantes pesquisadores, por meio de parcerias estabelecidas pelo Programa com instituições que comungam com o nosso percurso formativo que prima pela inovação educacional. Garantimos a premiação do Criativos na Escola (Instituto Alana), no qual estudantes de São Miguel das Matas levaram um projeto que discute a presença da mulher nas ciências e que se tornou destaque nacional. Além disso, tivemos outras portas abertas, a exemplo do Prêmio Jovem Cientista, Olimpíadas de Saúde e Meio, promovido pela FIOCRUZ e tantos outros prêmios que conseguimos receber em feiras nacionais, onde nossos estudantes estiveram presentes e conseguiram se destacar e abrir portas para eventos internacionais”, afirmou.
Bolsas de Iniciação científica – Assim como ocorreu em 2017, este ano o programa também foi contemplado com 21 bolsas de Iniciação Científica Junior do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) através da chamada CNPq/MEC/MCTIC/SEPEC Nº 27/2018. As bolsas serão destinadas aos estudantes pesquisadores que mais se destacarem na FECIBA em 2019. Com este financiamento de R$ 100 por mês recebidos durante um ano, os estudantes poderão melhorar e ampliar seus projetos de iniciação científica. Os bolsistas a serem contemplados precisam estar devidamente matriculados no período de vigência das bolsas.